SECRETARIA DA ECONOMIA RESPONDE DÚVIDAS SOBRE PAGAMENTO E NOTA FISCAL
Mudanças na emissão da nota fiscal eletrônica geram dúvidas de empresários.
Convidamos a secretaria estadual de Economia para um bate-papo sobre as novas regras.
A presidente do Sindimaco, Irma Fernandes listou o que é preciso trabalhar na IN- 1608- 2025 para que a empresa tenha segurança nas ações. Confira na matéria o que pode e o que não deve ser feito.
Objetivo da IN-1608- 2025, lei Complementar 214-2025:
- Integrar meios de pagamento e a emissão de nota fiscal
- Reduzir evasão fiscal
- Aumentar a conformidade tributária
SECRETARIA DE ECONOMIA TIRA DÚVIDAS SOBRE PAGAMENTO ELETRÔNICO E NOTA FISCAL: NORMATIVA IN-1608- 2025
A Secretaria de Estado de Economia de Goiás trouxe o modelo de integração, batizado de Integração Lógica e tecnológica para receber recursos e emissão de documento fiscal. (Não é necessário a emissão do DANFE no mesmo dispositivo).
O que pode e não ser feito:
- Aplicação em NFC-e e NF-e
- Não pode fazer a integração manual
Aplicável somente às operações pela incidência de ICMS.
Para a secretaria de Economia o modelo traz imediatismo entre o recebimento e a emissão do documento fiscal.
O que é recomendado fazer?
Para o novo modelo será necessário investir em tecnologia e sistemas capazes de conciliar os valores pagos de forma automática com os registros fiscais. Ação que terá reflexos nos créditos voltados ao contribuinte e que poderão vir do IBS.
Comentário escritório Sistema Contabilidade:
O que ninguém está dizendo: O fisco não quer apenas o imposto; ele quer o seu algoritmo de venda.
- Ao exigir a interligação tecnológica imediata (Art. 1º, §1º), a SEFAZ passa a ter o seu Markup em tempo real. Se você vende cimento com margem X no cartão e margem Y no PIX, o fisco agora calibra a malha fiscal para detectar variações de preço que antes eram “ruído”.
- Use essa integração para forçar seu ERP a fazer o que ele nunca fez: Conciliação Bancária Preditiva. Se a SEFAZ sabe o que você recebeu antes de você conciliar o banco, sua contabilidade está atrasada. O empresário de alto valor inverte a lógica: usa o XML de pagamento (Grupo YA) para automatizar a recompra de estoque no momento exato da baixa no checkout.
Cronograma de implementação
Etapa 1 e 2 – Cnaes selecionados: Faturamento maior que R$ 4.8 milhões (Médio e grande porte)
Etapa 3 – Faturamento maior que R$ 360.000,00 (Pequeno porte)
Agosto de 2026 – Demais empresas.
Cronograma Operacional 2026: Reforma Tributária na Prática
Reforma Tributária 2026: Meios de pagamentos com tributos
CONFIRA O CALENDÁRIO DE AÇÕES SEGUINDO A REFORMA TRIBUTÁRIA PARA 2026
A Reforma Tributária avança e em parceria com o escritório Sistema Contabilidade o Sindimaco solicitou a criação de uma agenda trimestral, contendo orientações de especialistas para análise na migração de sistemas visando a saúde financeira da empresa. Confira na matéria como a sua empresa pode estar com a agenda programada.
TODOS OS PAGAMENTOS ELETRÔNICOS SEGUEM A NORMATIVA IN-1608- 2025 PARA ENVIO DE NOTA FISCAL.
Anote as primeiras ações de 2026:
⚙️ ✅1º Trimestre: OPERAÇÃO E CONFORMIDADE (JANEIRO – MARÇO)
- JANEIRO – Ação: Configuração dos novos campos de CBS (0,9%) e IBS (0,1%) no ERP e validação do layout das notas.
- FEVEREIRO – Ação: Início do rastreio rigoroso de créditos nas notas de entrada (insumos e estoque).
- MARÇO – Ação: Treinamento das equipes comerciais sobre o novo destaque de imposto na nota.
A agenda de 2026 com os temas da reforma tributária terá ainda workshops voltados ao segmento de materiais para a construção. Ação voltada ao empresário, gerência financeira, contadores.
Com as mudanças estruturais no sistema tributário brasileiro, incluindo a introdução da CBS, a criação do Imposto Seletivo, o encerramento de tributos atuais e o processo de transição gradual, torna-se essencial preparar empresas e contadores para a correta projeção financeira e operacional.
No período de transição da Reforma Tributária daremos atenção a todo fluxo de caixa das empresas.
- Inclusão progressiva de novos tributos nas notas fiscais;
- Desaparecimento gradual de PIS, Cofins, IOF-Seguros e quase totalidade do IPI;
- Início da cobrança do Imposto Seletivo;
- Ajustes nos créditos tributários e no planejamento financeiro;
- Necessidade de atualização contínua por parte de contadores e departamentos financeiros.
O Sindimaco entende que o alinhamento entre empresários e profissionais da contabilidade será decisivo para evitar erros, multas, perdas de crédito e distorções de projeção financeira.